quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

China já prendeu mais de 460 hackers neste ano


A China deteve mais de 460 hackers, do começo do ano até o final de novembro, mas as perspectivas sobre impedimento de futuros ataques à segurança da computação continuam sombrias, anunciou o ministério da segurança pública do país.
O anúncio veio um dia depois da publicação de uma série de telegramas confidenciais do Departamento de Estado norte-americano. Os documentos incluem uma mensagem na qual um contato chinês não identificado afirmou que Pequim comandou a invasão aos sistemas de computadores do Google, como parte de uma campanha coordenada mais ampla de sabotagem executada por agentes do governo chinês, especialistas em segurança da computação do setor privado e malfeitores da internet.
"A atual situação de nossa repressão aos ataques de hackers continua a ser muito ruim, e o número de ataques de hackers e atividades de sabotagem na China continua muito alto", afirmou em comunicado um funcionário cujo nome não foi mencionado. O ministério informou ter resolvido 180 casos de ataques cibernéticos até o final de novembro.
Um funcionário do Ministério do Exterior chinês, que se recusou na terça-feira a comentar a revelação das informações pelo site WikiLeaks, solicitou que os Estados Unidos "resolvam da forma devida as questões correlatas" relacionadas ao caso. O funcionário não deu mais detalhes.
No começo de fevereiro, a China anunciou ter fechado o que alega ser o maior site de treinamento de hackers do país e detido três de seus membros, um mês depois que o Google ameaçou deixar o país como resultado de uma tentativa de ataque de hackers originada na China.
A China vem afirmando repetidamente que não fecha os olhos às atividades dos hackers, mas elas continuam a ser um hobby popular em um país com diversos sites que oferecem cursos baratos sobre técnicas básicas de invasão de computadores.

Estudo: mercúrio faz com que pássaros se tornem homossexuais





Estudo de pesquisadores das Universidades da Flórida, Estados Unidos, e de Peradeniya, no Sri Lanka, indica que a presença de mercúrio, mesmo que em baixos níveis, na alimentação de pássaros muda sua conduta sexual, os tornando atraídos pelos machos de sua espécie. As informações são do site da revista New Scientist.
O resultado disso, segundo os cientistas, é a diminuição da procriação da espécie, com as fêmeas dando à luz menos filhotes. É a primeira vez que se descobre que um poluente altera a preferência sexual de um animal. Já se sabia que muitos químicos podem "feminimizar" machos ou reduzir a fertilidade, mas os machos afetados desta maneira continuavam a ter preferência por relações com fêmeas.
Os cientistas capturaram 160 pássaros e os alimentaram com comida contendo metilmercúrio. Esta forma de mercúrio é extremamente tóxica. Os pássaros foram monitorados e divididos em quatro grupos. Um grupo comeu alimentos possuindo 0.3 partes por milhão de metilmercúrio, um segundo grupo comeu contendo 0.1 partes por milhão, o terceiro 0.5 e o quarto sem a substância.
Os três grupos cujos pássaros que se alimentaram com mercúrio tiveram mais homossexuais do que o grupo de controle. Pares foram formados dentro dos grupos, com casais durando semanas, segundo os cientistas. Doses maiores aumentaram o efeito, com 55% dos pássaros do primeiro grupo apresentando tendências homossexuais. Segundo os pesquisadores, o pior cenário para a situação é a diminuição em 50% nos nascimentos de pássaros.

País tem 225 mil pessoas que ignoram serem portadoras do HIV

 
 
O Ministério da Saúde estima que 630 mil pessoas estejam infectadas com o vírus HIV, causador da Aids, no Brasil. Destas, pelo menos 255 mil não sabem que são portadoras do vírus. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira, 1º de dezembro, data em que se comemora o dia mundial de luta contra a Aids. Em 2009, foram diagnosticados 38,5 mil casos novos de pessoas infectadas com o HIV. A faixa etária entre 30 e 49 anos é a mais atingida, em ambos os sexos.
A doença ainda é mais percebida entre os homens: em 2009, o Ministério da Saúde contabilizou 1,6 caso em homens para cada 1 caso em mulheres. No total de casos acumulados, de 1980 a junho de 2010, 385,8 mil foram diagnosticados entre homens e 207 mil em mulheres. No sexo masculino, a maior proporção de casos é entre jovens gays: 26,8% em homossexuais e 10,2% em bissexuais.
O número de casos em mulheres só é maior entre jovens, na faixa entre 13 e 19 anos. A inversão é registrada desde 1998, com 8 casos em meninos para cada 10 em meninas.
Em média, são diagnosticados 35 mil casos da doença por ano no Brasil. Para o Ministério da Saúde, o dado mostra que mais pessoas estão fazendo a testagem de HIV para saber se são portadoras. Com o aumento no número de testes, a tendência é de alta no número de casos e de pessoas em tratamento. A quantidade de testes de HIV pagos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) atingiu 8,9 milhões em 2008.

Redução de casos

De acordo com o Ministério da Saúde, houve uma redução de 45% no número de crianças menores de cinco anos que contraíram a doença, na comparação entre 1999 e 2009. Alguns Estados apresentaram taxa de incidência menor que um caso a cada 100 mil habitantes.
O número de novas infecções por HIV no Brasil passou de 37.465, em 2008, para 38.538, no ano passado. O boletim epidemiológico aponta ainda que 11.839 pessoas com HIV morreram em 2009, praticamente o mesmo número registrado em 2008 (11.815). Desde os anos 80, mais de 229 mil pessoas morreram em decorrência da doença.

Feminização da epidemia

O boletim do Ministério mostra ainda que os casos de Aids entre homens superam os de mulheres, mas diferença é cada vez menor. De 1980 até junho de 2010, foram registradas 385.815 infecções (65,1%) de pessoas do sexo masculino contra 207.080 (34,9%) entre as do sexo feminino. Entretanto, o Ministério da Saúde já fala em uma feminização da epidemia no País, já que a diferença entre homens e mulheres é pequena: a proporção de mulheres infectadas para cada homem com a doença passou de 6, em 1989, para 1,6, no ano passado.
A taxa de incidência entre as pessoas do sexo masculino chegou a 25 casos em cada 100 mil habitantes contra 15,5 entre as mulheres. Entre os homens, os casos aumentam a partir dos 40 anos e, no das mulheres, a partir dos 30 anos.
No ano passado, a taxa de incidência de Aids em mulheres com 50 anos ou mais dobrou em relação a 1999, passando de 5,7 casos em cada 100 mil habitantes para 12,3 casos.

Dia de Combate à Aids é marcado por campanhas de informação



SÃO LUÍS - Estudos apontam que o número de pessoas contaminadas pelo vírus HIV tem aumentado no Maranhão. Em Imperatriz, são quase 700 novos casos por ano. O medo de se mostrar é de sofrer com o preconceito. O jovem de 23 anos que prefere não se identificar descobriu há três que é portador do HIV, o vírus da Aids. De lá pra cá, faz acompanhamento médico todo mês para a doença não evoluir. Mas reconhece: não é nada fácil aceitar a realidade.
De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (SES) do Maranhão, dos cinco mil casos de Aids registrados até outubro deste ano no Estado, 632 estão em Imperatriz. Uma realidade que preocupa e ao mesmo tempo deixa as autoridades em alerta. Estudos apontam, ainda, que a cada ano são registrados, em média, 191 novos casos de Aids no Maranhão. De 1985, quando surgiram os primeiros registros da doença, até hoje, já são cinco mil casos notificados.
O pior e mais grave é que ainda existem aqueles que têm a doença, mas nem sabem disso. Para reduzir os números a Secretaria de Saúde do município vai criar o programa do Ministério da Saúde que tem como alvo os jovens de 19 a 24 anos. É que de acordo com pesquisas comportamentais é nessa faixa etária que a doença está se disseminando. E são as mulheres as mais infectadas.
Em Santa Inês, saber os riscos de contaminação da Aids é a forma usada para alertar as pessoas no Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA). O alvo da campanha são os jovens de 14 a 18 anos. Já na região dos Cocais, no Dia de Combate à Aids, uma realidade preocupante. É que em Codó, muita gente desconhece as formas de transmissão do vírus HIV. Existem várias dúvidas na cidade. Muitas pessoas que têm medo de compartilhar pratos, talheres ou copos com portadores do vírus.
Hoje, pela manhã, o CTA de Codó vai realizar palestras e distribuir panfletos na praça Palmério Cantanhede, no bairro São Sebastião.

Campanha

Em São Luís, o programa municipal de DST/HIV/Aids lança, hoje (1º), o segundo boletim epidemiológico de DST/Aids de São Luís. O lançamento vai se às 9h30, no auditório do Conselho Regional de Medicina (CRM) do Maranhão, no Renascença II.
Até sexta-feira (3), profissionais de saúde estarão engajados na distribuição de folders e preservativos, ministram oficinas e palestras sobre prevenção e tratamento das doenças sexualmente transmissíveis e Aids para tirar dúvidas da população sobre o assunto. Hoje, a ação vai ser no Terminal de Integração do Cohatrac, a partir das 8h, e na praça Nauro Machado, a partir das 17h. Amanhã (2), é a vez do Terminal de Integração do São Cristóvão e na sexta-feira, do Terminal de Integração da BR-135.

Fonte: Imirante