sábado, 5 de novembro de 2011

Justin Bieber fala sobre suposta mãe do seu filho


Em entrevista concedida a um programa de televisão norte-americano e reproduzido pelo site da "People" nesta sexta-feira (4), Justin Bieber negou qualquer relação com Mariah Yeater, que alega ter um filho do astro teen.
"Nunca encontrei essa mulher. Eu sei que eu vou ser alvo, mas eu nunca vou ser vítima", afirmou o cantor. "É uma loucura", desabafou Bieber.
"Todas as noites após o show eu fui embora direto para o carro, por isso é louco que algumas pessoas queiram fazer alegações falsas. Resumindo, nada disso é verdade", completou.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Será que conhecemos alguém 'de verdade' via Web?


A Internet permitiu que muitas pessoas pudessem se expor de um modo talvez nunca antes conhecido pela humanidade. Nunca houve um espaço onde os tímidos encontrassem um lugar de expressão tão amplo e tão libertador.
Atualmente muitas pessoas se conhecem por meio da Internet. Em todos os lugares ouvimos historias de gente que se conheceu via rede, desde os consultórios de psicologia, até as conversas de bar; lemos sobre essas historias na mídia, ouvimos relatos de um vizinho, de um amigo ou uma amiga, ou seja, de gente que conhecemos diretamente. Enfim, são muitos os relatos sobre encontros de pessoas que se conheceram na Internet. Ou ainda, mais do que apenas relatos, muitos de nós já tivemos a própria vivência desse tipo de encontro.
Surge então a pergunta: será possível conhecermos alguém 'verdadeiramente' na Internet? Nessa discussão existem sempre ao menos duas correntes. A dos internautas entusiastas, que sempre falam a favor, alegando que na net se pode ser quem se é, sem reservas; e a dos conservadores, que acham que no contato via Internet falta o encontro 'cara a cara', o cheiro, ou ainda - seja lá o que for esta falta -, mas existe algo que falta, e que só a vivência face a face poderia fornecer. Em minha opinião, ambas as posições estão corretas, e não são opostas, mas sim, complementares.
Por um lado, é fato que a Internet permitiu que muitas pessoas pudessem se expor de um modo talvez nunca antes conhecido pela humanidade. Nunca houve um espaço onde os tímidos encontrassem um lugar de expressão tão amplo e tão libertador. A Internet pode dar ao usuário uma sensação de anonimato que muitas vezes liberta o sujeito para se expressar. Mas, mesmo que a interação não seja anônima, e sim identificada (por exemplo como ocorre no UOL K e Orkut), o computador parece permitir um rebaixamento da censura interna, deixando à mostra o que há de melhor e pior em cada um de nós.
Muitos dizem, e com certa razão, que os relacionamentos estabelecidos pela rede são mais sinceros e honestos do que poderiam ser na vida real, justamente pelo fato da rede propiciar um espaço para a expressão de aspectos que não teríamos coragem de expressar de outra forma. Assim, de fato podemos saber muito sobre o outro pela Internet. Podemos não conhecer o seu cheiro, mas sabemos o que ele pensa e sente, muitas vezes temos sua imagem por meio de fotos e 'webcams', falamos com ele por meio do 'Skype' como antes falaríamos ao telefone. Sabemos muito do mundo interno do outro, entretanto, não podemos nos iludir e acreditar que desta maneira o conhecimento do outro é completo. Temos um conhecimento que não pode ser desprezado. Usuários contumazes de Internet sabem muito bem que a idéia de um relacionamento frio mediado pela Internet é uma idéia muito fantasiosa sobre o que se passa na rede. Atire a primeira pedra quem nunca discutiu com alguém querido por MSN!
Por outro lado, quando conhecemos alguém fora da Internet, também não o conhecemos por completo. Sempre haverá uma esfera da realidade da pessoa que não conhecemos. Temos acesso sempre a apenas uma parte do outro, aquela que ele deseja e/ou consegue mostrar. Assim é, quando descobrimos coisas inimagináveis sobre nossos maridos ou filhos, coisas que jamais intuímos que eles pudessem pensar ou sentir. Descobrir um bilhete, ouvir um telefonema por acaso, são exemplos de fontes que nos revelam o quão pouco conhecemos sobre as pessoas que temos como próximas e íntimas. Muitas vezes, quando conhecemos as pessoas no cotidiano, na vivência face a face, de repente nos surpreendemos com as coisas que descobrimos que ela faz na Internet! Será que mesmo no cotidiano e, sem a mediação da Internet, conhecíamos de fato esta pessoa?
Em resumo, o que é mostrado na Internet nem sempre é mostrado no cotidiano, e vice-versa. Assim, quando conhecemos alguém na Internet, conhecemos somente uma de suas partes - em geral seus pensamentos e sentimentos. Por isso, muitas vezes há o choque do encontro de namorados virtuais; aquele corpo, aquela voz, aquele cheiro e aquele algo indizível, que chamamos de charme ou graça, podem ter pouco a ver com a pessoa que conhecemos apenas pela via do computador. De forma equivalente, podemos descobrir - contatando via net - pensamentos e sentimentos aos quais jamais teríamos acesso, convivendo diariamente com uma pessoa.
Nunca se conhece alguém por inteiro. Todas as pessoas são capazes de nos surpreender. Sempre haverá um espaço do outro que nós não podemos acessa ou sobre o qual nós não temos controle. E talvez seja mesmo mais saudável para as relações, o respeito à existência dessa área desconhecida. A existência desse espaço de privacidade é importante para as relações humanas. Conhecendo apenas uma parte da pessoa com quem interagimos, sempre haverá o espaço para o novo, para o inexplorado e para a surpresa, seja ela boa ou ruim. Conhecer alguém pela Internet é conhecer apenas uma parte do seu ser... Assim, podemos sempre nos surpreender tanto com quem conhecemos pela net, quanto com quem conhecemos fora dela.

Ainda nos amamos ou nos acostumamos um ao outro?


Vivemos numa época onde os amores são rápidos e os casamentos terminam da noite para o dia. Isso traz um medo natural de ficarmos sozinhos e desamparados.
Por isso, muitas vezes paradoxalmente nos agarramos ao nosso amor como se ele fosse “eterno” e único; somos capazes de qualquer atitude para não ficarmos sozinhos.
Com isso muitas vezes confundimos amor com costume.
E o que são costumes?
Representam toda uma rotina de vida com outro: passeios, o dia a dia de acordar e dormir juntos, saber que ele ou ela chegará às 19 horas, brigar, fazer amor, etc.
A rotina dos costumes se torna tão familiar, que passamos a precisar dela, mesmo quando estamos insatisfeitos. Percebo em diversos pacientes a confusão entre estar ainda amando e estar “amando ainda uma rotina de vida”.
Após terminarem uma relação, essas pessoas reclamam de não terem mais o dia a dia tão conhecido; sentem-se amarguradas com o convívio da solidão, com a necessidade de recomeçar. Afinal, tinham uma vida que parecia tão estruturada, mas que desabou.
Mas como saber se estamos sentindo falta de alguém por que ainda amamos ou por que estamos acostumados a essa pessoa? Essa resposta vem do seu conhecimento interior.
Basta ser sincero consigo mesmo e pensar, se o contexto com essa outra pessoa mudasse, se ainda assim existiria o sentimento de amor.
Se vocês moravam na cidade e tinham uma rotina de correria... mas agora tudo mudou e você passaria a viver com ele na praia num contexto mais tranquilo...

Você ama o que perdeu ou aquele que perdeu?

Essa profunda reflexão nos leva a descobrir verdades sobre nós que muitas vezes estão escondidas.
Algumas pessoas se surpreendem e confidenciam que após o fim de um relacionamento a vida ficou melhor. A liberdade abriu espaço para o novo: fazer cursos, sair com amigos, se arrumar mais...
Nesse caso, o comodismo estava privando essa pessoa de ser ela mesma. Muitas vezes entramos num estilo de vida e acreditamos que precisamos estar presos a ele pelo resto de nossas vidas.
Acredito que o amor seja sim muitas vezes confundido com costume e que deveríamos fazer esse trabalho interno várias vezes, detectando o que está nos agradando ou não em nossa rotina para podermos ser mais felizes.
A liberdade pode ser boa, assim como a vida a dois, mas precisamos estar sempre atentos em relação a nossas emoções e sentimentos.

Como falar de morte para as crianças


Não podemos criar nossos filhos como se estivessem na Terra do Nunca, onde a infância e a inocência são inabaláveis e eternas. No mundo real há doenças, mortes, perdas...
Ninguém pensa em conversar com uma criança sobre morte sem que haja um motivo. Só se toca no assunto quando alguém próximo morreu e é preciso contar para a criança e dar alguma explicação. Portanto, acaba-se falando sobre o assunto apenas quando é inevitável.
O tema morte é difícil para todos. Ainda que morte seja a condição absoluta para o ser humano, todos somos mortais, ela é cercada de mistério. Que acontece depois da morte? Aí estamos exclusivamente no nível das crenças.

Como falar de morte para uma criança, especialmente uma criança bem jovem, que tem poucos recursos de compreensão?

O fato é que, no momento em que a morte ocorre, não é possível dar todas as informações e não se deve sobrecarregar a criança. O relato deve ser o mais breve e digerível possível, como: “a (nome da pessoa) morreu, não poderá estar mais com a gente”.
É comum falar da morte, para a criança pequena, metaforicamente dizendo que a pessoa que morreu foi para o céu, virou uma estrelinha. Nada contra, porém deve-se estar preparado para ouvir em uma noite muito estrelada o comentário concreto do tipo; “como tem gente morta no céu!”. Ou precisar dissuadir uma criança de tentar subir no telhado, ou fazer dois furinhos na pele para nascer asas para poder alcançar a pessoa morta, querida, no céu.

Medo da morte surge a partir dos cinco anos

A criança só começa a entender que a morte é irreversível depois dos cinco anos. A partir daí, ela começa a sentir medo da morte. Esse sentimento acompanha o ser humano por toda a vida, já que todos nós tememos a morte. Mais velha, a criança virá com perguntas mais incisivas e não irá se satisfazer com as explicações que eram suficientes em idades anteriores. Vai querer saber o porque as pessoas morrem, o que acontece com as pessoas que morrem, para onde elas vão.
Quanto ao porque, não é tão difícil responder que as pessoas velhinhas morrem, que as pessoas muito doentes também podem morrer. Explicar a morte de alguém mais jovem ou a morte de uma criança é muitas vezes mais difícil, pois muitas vezes, nem existe explicação.
Quanto o que acontece com as pessoas que morrem, para onde vão, a melhor resposta que o adulto pode dar é a que está de acordo com suas crenças e sua religiosidade. Nesse momento ele tem que refletir sobre o que é o mistério da vida e da morte para si mesmo e transmitir sua visão para o filho, seja ela qual for. Se ele acredita ou não em vida após a morte, em juízo final ou em reencarnação, precisa transmitir isso. O importante é que ele explique sua crença, mas pode admitir que não tem certeza de que as coisas sejam daquele jeito. Pode dizer algo assim: “não tenho certeza, mas acho que é isso que acontece quando a gente morre, pois isso é o que eu acredito.”
Nessas horas, muitos adultos explicam sua crença como se fosse a verdade absoluta. É um erro, pois a tendência é que a criança, quando crescer, adquira a própria crença e então poderá sentir que foi enganada. Na vida adulta, a criança poderá seguir a religião dos pais, adotar outra ou optar por não ter religião. A escolha será exclusivamente dela, ainda que tal escolha seja condicionada por todas as influências que ela tenha recebido. Com isso desenvolverá a própria crença do que acontece após a morte.
A ideia de que a vida é um ciclo, com um começo, um meio e um fim, pode ser conversada com a criança desde cedo, o que a ajudará a compreender melhor eventuais situações futuras de perda.
O simples ato de colocar um grão de feijão num algodão com água pode ensinar muito. Dia após dia, a criança acompanha a germinação da plantinha, seu desenvolvimento e seu declínio. Chega o dia em que morre o peixinho colorido do aquário ou o cachorro que ela ajudou a alimentar e a cuidar: ela vê que ele não se mexe mais, como se estivesse dormindo. Isso lhe trará dor e pena, mas mostrará que assim é a vida. Muitas pessoas acreditam que é melhor esconder a morte de animaizinhos de estimação. Talvez não seja o melhor. Não podemos evitar que nossos filhos tenham que enfrentar perda, decepção e dor, mas podemos prepará-los para superar as adversidades da vida da melhor maneira possível.
A criança precisa ser ensinada a enfrentar os momentos difíceis da vida. O mundo está longe de ser eternamente cor-de-rosa e é preciso estar preparado para ele.