terça-feira, 14 de janeiro de 2014

São Luís, familiares participam de missa em memória de Ana Clara


A missa de sétimo dia em memória da menina Ana Clara reuniu uma grande corrente de solidariedade, neste domingo, em São Luís. A celebração aconteceu no bairro Santa Cruz, onde reside a maior parte da família dos pais da menina, que morreu após um ônibus ser incendiado.
Ana Clara morreu no último dia 6, três dias após ônibus serem incendiados na Vila Sarney, na Avenida Kennedy, no bairro João Paulo e na Avenida Ferreira Gullar. Ela teve mais de 90% de seu corpo queimado devido ao ataque.
Horas antes da celebração, programada para iniciar às 20h30, os familiares da criança já estavam presentes ao local. A maioria trajava camisas com imagens da criança e de seu bisavô, que morreu após saber de seu estado. Até mesmo pessoas que não são da família estiveram presentes para prestar solidariedade.
Além as celebração, a igreja católica dedicou todo o domingo para que fossem realizadas orações e missas pela paz na cidade e pelas vítimas dos atentados a ônibus.
A mãe de Ana Clara, Juliane Carvalho Santos, e sua irmã, também ficaram feridas no mesmo atentado. Em estado grave, mas estável, Juliana foi transferida do Maranhão para tratamento em Brasília-DF. A irmã de Ana Clara, Lorane Beatriz, de 1 ano e meio, está internada em um hospital infantil na capital maranhense e não corre risco de morte.
Outro paciente em estado grave, mas também estável, Márcio Ronny da Cruz, teve queimaduras em 72% do corpo. Ele foi transferido para o Hospital Geral de Goiânia, considerado referência no tratamento de queimados no país. Em tratamento em São Luís, a quinta vítima do ataque ao ônibus, Abyancy Silva Santos, que teve 10% do corpo queimado, não corre risco de vida e pode receber alta na terça-feira (14).

PIVÔ DA SUPOSTA SEPARAÇÃO DE NEYMAR DIZ TER SIDO COTADA PARA ENTRAR NO "BBB"



Na tarde desta terça-feira, Laryssa Oliveira, apontada como o pivô da suposta separação de Neymar e Bruna Marquezine, esteve no programa "A Tarde é Sua", da RedeTV!. A modelo contou que estava participando da seleção para entrar na edição 2014 do "Big Brother Brasil"; mas, após a exposição de sua imagem, teria perdido a vaga no reality.

"Eu estava com um pé lá [no 'BBB']. O produtor que estava me acompanhando disse que eu não tinha mais condição de entrar, porque eu não era mais uma anônima. Minha cara estava em todos os sites", explicou.

A jovem ainda contou que é amiga da agora sister Letícia, que , inclusive, teria sido convidada por Laryssa para ir até Barcelona visitar Neymar. "Ela ia, mas não foi porque tem uma filhinha pequena", contou a modelo.

Em dezembro de 2013, Laryssa e uma amiga viajaram até Barcelona para se encontrar com o jogador, que joga pelo time do Barcelona. Fotos das meninas caíram na internet e ascenderam os rumores de uma possível traição do craque a Bruna.

Até o momento, Neymar e Bruna não confirmaram oficialmente o término do namoro.

Comissão de Direitos Humanos vai visitar presos em greve de fome



Uma comitiva liderada pela Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e pela Sociedade Maranhense de Direitos Humanos (SMDH) farão visita aos detentos em greve de fome na Central de Custódia de Presos de Justiça de Pedrinhas, em São Luís. O objetivo é intermediar o diálogo com o governo do estado.

De acordo com o Sindicato dos Servidores do Sistema Penitenciário do Estado do Maranhão(Sindspem), entre 100 e 150 presos estão em greve de fome desde às 12h dessa segunda-feira (13), em três pavilhões da CCPJ de Pedrinhas. O protesto teve início com a visita da Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal ao Complexo de Pedrinhas. Os detentos querem a saída da Polícia Militar de dentro dos presídios.

"Eles reivindicam a saída da PM dos presídios porque não estão mais entrando drogas, armas, como era antes. Acabaram as regalias. O Estado sabe de tudo, mas finge que não sabe o que está acontecendo", disse o vice-presidente do sindicato dos agentes penitenciários, César Bombeiro.


De acordo com o vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-MA, Rafael Silva, a data da visita não será divulgada por uma questão de estratégia. "Estamos estudando ainda se a Sejap será comunicada, pois estão havendo impedimentos de acesso. O problema chegou a esse grau porque o Estado claramente não tem política, ideia, disposição, interesse, em lidar com essa questão da segurança pública de uma maneira aprofundada. Eles estão acuados pela mídia nacional e internacional. Eles estão buscando uma forma de legitimar o seguinte discurso: o problema é o crime organizado, sem qualquer relação com a falta de política pública estadual", disse.

Silva afirmou que há meios para a situação do sistema carcerário no Maranhão, mas que precisam mexer em toda a estrutura do governo. "Há alternativas, mas é preciso mexer até mesmo com a maneira que o governo do estado vê esse problema. Agora adotaram um discurso ameaçador para entidades de direitos humanos, tentando atrelá-las ao incentivo ao crime. Estão colocando em risco os defensores dos direitos humanos. Nós já percebemos isso e o governo do estado precisa ter mais responsabilidade para tratar da questão dos direitos humanos", concluiu.
O G1 entrou em contato com a diretora da unidade prisional, Maria Ilma, mas ela não quis se pronunciar sobre o assunto. Uma nota sobre assunto também foi solicitada ao Governo do Estado.

“No final da fila, os presidiários”, opina Edinho Lobão sobre prioridades da CDH


O senador maranhense Lobão Filho (PMDB) criticou nesta segunda-feira (13) a atuação da Comissão de Direitos Humanos do Senado, que está em São Luís para analisar a situação do Complexo Penitenciário de Pedrinhas. Para o parlamentar, a preocupação com os direitos humanos dos presidiários é um “equívoco”.
Lobão Filho disse que a “prioridade absoluta” da comissão deveria ser com as vítimas – como a menina Ana Clara, que morreu após incêndio de um ônibus na capital maranhense. Em seguida, segundo ele, deveria estar nos policias que foram agredidos durante as ações criminosas dentro e fora do presídio.
Por último, ficariam os presidiários, de acordo com o senador.
“A prioridade absoluta da comissão tem que ser prioritariamente das vítimas, depois dos policiais que foram alvo dessa violência, e, no final da fila, os presidiários”, afirmou Lobão. “Na hora em que se faz uma visita para defender direitos humanos, priorizar os detentos é um equívoco”, completou.