A Justiça de São Paulo aceitou nesta sexta-feira uma denúncia oferecida pelo Ministério Público (MP) contra Rosineide de Sales Lins, acusada de abandonar sua filha recém-nascida em uma caçamba de lixo na Praia Grande, litoral paulista, em 18 de abril. A menina foi encontrada por um catador de lixo que pediu auxílio e, com isso, possibilitou socorro médico ao bebê. O juiz de Praia Grande recebeu a denúncia, mas determinou a soltura de Rosineide, que foi presa dias depois do crime.
A criança ficou internada na UTI por alguns dias, mas sobreviveu. O promotor de Justiça Fernando Pereira da Silva denunciou Rosineide por tentativa de homicídio qualificado (recurso que impossibilitou a defesa da vítima), com a circunstância agravante de o crime ter sido cometido contra descendente. O MP requer, na denúncia, que Rosineide seja processada e submetida a júri popular. Foram arroladas sete testemunhas de acusação.
A mulher disse à polícia que é mãe da criança, mas que não tem condição de cuidar dela porque ganha R$ 600 por mês. Além da menina abandonada, a mulher de 39 anos tem outros seis filhos, três deles menores de idade. Everton Ribeiro, advogado dele, disse que sua cliente vai pedir a guarda da criança e que ela sofreu depressão pós-parto.
No final de abril, a polícia começou a ouvir as testemunhas do caso. Duas pessoas foram intimadas para depor: a dona da clínica de repouso onde a suspeita trabalhava e o suposto pai da criança, vigia da clínica. A proprietária alegou não saber da gravidez da funcionária. Um exame de DNA foi feito com o homem para comprovar a paternidade.

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