quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Babá acusada de matar duas crianças em NY se declara inocente




A dominicana Yoselyn Ortega se declarou inocente do assassinato de duas crianças das quais cuidava em Nova York, depois que a Procuradoria de Manhattan lhe comunicou formalmente as acusações.
Yoselyn foi acusada oficialmente nesta quarta-feira (28) do assassinato a facadas dos irmãos Lucia e Leo Krim, de seis e dois anos, respectivamente, no hospital Weill Cornell onde está internada desde o incidente, ocorrido no dia 25 de outubro.
A babá foi internada com ferimentos graves no pescoço, supostamente autoinflingidos depois de assassinar as crianças, cujos corpos foram encontrados por sua mãe, Marina Krim, na banheira de sua casa em Manhattan.
Yoselyn escutou a leitura das acusações, que lhe foram traduzidas ao espanhol, coberta por uma manta branca e algemada em sua cama.
A babá não falou durante os dez minutos da audiência e foi representada por sua advogada, Valerie Van Leer-Greenberg, considerada uma das juristas mais experientes dos Estados Unidos.
O juiz que conduz o caso, Lewis Stone, ordenou que Yoselyn faça um exame psiquiátrico para determinar se é competente para ser julgada, e a próxima audiência acontecerá no próximo dia 16 de janeiro, quando espera-se que esteja disponível o resultado dessa avaliação.
Yoselyn Ortega, de 50 anos, ficou sob prisão sem fiança e por enquanto não se sabe quando poderá deixar o hospital.
O crime ocorreu em um exclusivo edifício de apartamentos na área de Upper West Side enquanto a mãe, esposa de um executivo do canal CNBC, levava sua outra filha de três anos a uma aula de natação.
Posteriormente, diversas informações da imprensa local apontaram que Yoselyn estava submetida a uma forte pressão no trabalho e em suas finanças e inclusive que, apesar de ter sido contratada como babá, tinha sido obrigada a realizar outros trabalhos domésticos.

Suspeito de matar candidata a miss no RS sairá da prisão para casar


Após confessar a morte da candidata ao concurso Miss Itália Brasil Caren Brum Paim, de 22 anos, e o padastro em Caxias do Sul, na Serra do Rio Grande do Sul, Eduardo Farenzena sairá da cadeia para se casar. A cerimônia ainda não tem data definida, porque há questões burocráticas a serem resolvidas. A noiva Patrícia, de 29 anos, garante que não teme que o relacionamento termine em uma tragédia.
“O Eduardo é uma pessoa totalmente controlada e carinhosa. Teve alguns problemas na vida dele. Não sei qual foi o estopim para acontecer tudo, mas aconteceu no calor da emoção. Não foi uma coisa pensada, planejada e premeditada. Aconteceu porque tinha de acontecer”, disse Patrícia.
Os dois se conheceram quando Farenzena já estava recolhido na Penitenciária Industrial de Caxias do Sul. Evangélica da Igreja Quadrangular, Patrícia queria evangelizar o suspeito. Após trocar cartas, o casal se conheceu em uma visita ao presídio.
“Primeiro tive um sentimento de mãe. Queria que Deus agisse sobre ele, e acredito que está agindo”, contou.
Em 2010, a candidata do concurso Miss Itália Brasil Caren Brum Paim, de 22 anos, foi encontrada morta com fios de fone de ouvido de telefone celular enrolados no pescoço. Testemunhas relataram que o crime foi cometido na casa de Farenzena, que confessou e disse que namorava a vítima, o que a família nega. Ele está pronunciado pelo homicídio, e aguarda definição sobre a morte do padastro um ano depois.
“Ele sente muito arrependimento e sofrimento”, diz a noiva. "Não por estar preso, mas pelas famílias e por não ter como voltar atrás", explica.

Estado de saúde de Joelmir Beting é irreversível, diz hospital




O jornalista Joelmir Beting, de 75 anos, está em coma irreversível, informou nesta quarta-feira (28) o Hospital Israelita Albert Einstein. Internado desde 22 de outubro no centro médico de São Paulo, para tratamento de doença autoimune, ele sofreu um acidente vascular encefálico hemorrágico no domingo (25).
Segundo boletim médico divulgado nesta quarta pelo centro médico, ele respirava com auxílio de aparelhos. O jornalista está clinicamente estável, mas seu estado de saúde é considerado grave.
Joelmir é natural de Tambaú, pequena cidade do interior de São Paulo. Sociólogo de formação, trabalha com jornalismo há mais de 50 anos, principalmente na área econômica. Atualmente, trabalha no Grupo Bandeirantes.

Pai adotivo em união homoafetiva obtém licença-maternidade em MS


O servidor público Luiz Carlos Barbosa de Castro, 52 anos, conquistou na Justiça o direito de se afastar do trabalho por 120 dias, por meio de licença-maternidade remunerada, em razão da obtenção da guarda judicial conjunta de um bebê de 5 meses. Segundo a advogada que o representa, Tânia Regina Noronha Cunha, essa foi a primeira vez que um pai adotivo em união estável homoafetiva conseguiu o benefício em Mato Grosso do Sul.
A decisão saiu na sexta-feira (23). O Tribunal Regional Eleitoral (TRE/MS), local onde Castro trabalha. 
Antes de procurar a Justiça, o servidor público solicitou a concessão da licença-maternidade no TRE/MS, mas teve o pedido negado. Posteriormente, ele entrou com pedido de tutela antecipada na 1ª Vara Federal, em Campo Grande, que também negou o pedido.
Os advogados de Castro recorreram no Tribunal Regional Federal da 3ª Região, em São Paulo, onde o casal ganhou ao alegar que a licença é direito também do filho, pois sua finalidade é propiciar, além do sustento, o convívio com os pais nos primeiros meses de vida.
Com a tutela antecipada, o servidor tem direito a licença de 120 dias, prorrogável por mais 60 dias.  A licença foi concedida com base no Programa de Prorrogação da Licença à Gestante e à Adotante, que diz “serão beneficiadas as servidoras públicas federais lotadas ou em exercício nos órgãos e entidades integrantes da Administração Pública federal direta, autárquica e fundacional”. Os advogados se basearam também em outros casos semelhantes pelo país.
Segundo a assessoria do TRE, o órgão alega que ficou temerário em conceder o benefício porque encontrou limitação, já que não havia previsão legal no âmbito administrativo. O tribunal informou também que ainda não foi notificado da decisão judicial. 

O casal
 
O servidor público mora em Campo Grande com o companheiro, o cabeleireiro Aguinaldo Silvestre, 40 anos, e o bebê de 5 meses. O casal está junto há 15 anos e resolveu oficializar a relação com união estável, em 2009, para que Silvestre fizesse parte do seu plano de saúde e Imposto de Renda.
Do momento em que o casal tomou a decisão de adotar até conhecer o bebê foram aproximadamente três anos de espera. A criança foi entregue para adoção pela mãe biológica. Castro e Silvestre, que já tinham passado por todos os trâmites necessários, receberam o bebê em casa quando ele tinha apenas quatro dias de vida, em julho de 2012. “É incrível, mas ele se parece com a gente. Não sei se é um efeito psicológico, mas ele é uma mistura de nós dois”, disse o servidor público.
Apesar do registro de nascimento da criança constar a dupla paternidade, somente Castro terá direito à licença, já que Aguinaldo trabalha como autônomo e não é filiado à Previdência Social (INSS).
Para cuidar do bebê nos primeiros meses de vida, o servidor pediu a licença-paternidade, folgas e férias que tinha, somando um total de 115 dias, mas antes do término do período, entrou com o processo para conseguir a licença. Caso a decisão não tivesse saído, ele teria que contratar uma babá, projeto que foi adiado. Agora, Castro espera ficar ao lado do filho adotivo por ainda mais tempo. “Depois que a gente vira pai, percebe a importância de estar presente na vida da criança e criar esse laço afetivo”, destacou.
A advogada de Castro avaliou que a concessão do benefício foi uma grande vitória. “A maternidade não é somente biológica, é um estado de espírito”, disse, completando que sua argumentação partiu do princípio de que o maior interessado neste caso era a criança e de que não poderia haver discriminação entre filhos biológicos e adotivos e da dignidade do ser humano e da igualdade. 

A Lei
 
Na legislação atual, o salário-maternidade é pago apenas às mulheres após nascimento, aborto não criminoso, adoção ou guarda judicial para fins de adoção pelo período de 120 dias (licença-maternidade). A decisão que beneficiou Castro não se estende a outras pessoas na mesma situação.
Para que outros homens tenham o direito, o INSS teria de mudar as normas que regem a concessão do benefício. Enquanto as normas não forem alteradas, as pessoas precisarão entrar com recurso.