O Rio de Janeiro tenta se recuperar da dor causada pelo massacre em uma escola pública que provocou a morte de 12 adolescentes, que foram homenageados nesta sexta-feira por familiares e amigos com cruzes, velas e flores depositadas diante do colégio onde ocorreu a tragédia.
Os moradores de Realengo se reuniram na manhã desta sexta-feira nos arredores da Escola Municipal Tasso da Silveira para rezar pelos 12 estudantes que morreram pelos disparos de Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos.
Centenas de pessoas também compareceram no enterro das vítimas, um ato solene dominado pela revolta e pela dor.
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, visitou as capelas onde foram velados alguns dos menores assassinados.
Devido à suspensão das atividades letivas, o colégio permanece fechado e vigiado por um dispositivo policial, que só permite a entrada da equipe de limpeza e de dois peritos que trabalham na reconstrução dos crimes.
A Polícia confirmou que o atirador queimou seu computador para não deixar pistas sobre como preparou o massacre.
Filho adotivo de uma família de cinco irmãos, cujos pais já morreram, o atirador deixou sua casa destruída antes de ir à escola para cometer o crime.
"Era um menino tímido e muito calado. Nunca quis ter amizades", relatou uma vizinha de Wellington a jornalistas.
A investigação se centra agora em descobrir como o jovem, que não tinha antecedentes criminais, conseguiu as duas armas com as quais atirou nas crianças.
Junto às 12 cruzes brancas e aos ramos de flores, em homenagem às vítimas, os moradores de Realengo colocaram cartas nas quais expressam sua dor e revolta pelo massacre.
Entre as muitas famílias marcadas pela tragédia está a família Rocha Tavares, depois que Bianca, de 13 anos, morreu no tiroteio, enquanto sua irmã gêmea ainda permanece hospitalizada para se recuperar dos ferimentos.
A família de Larissa dos Santos Atanásio foi ao hospital Albert Schweitzer sem saber se a menina, de 13 anos, se encontrava entre os mortos ou feridos.
"Ajudem-me a encontrá-la!", gritava na quinta-feira às portas do hospital uma prima de Larissa, que morreu na tragédia.
A avó de Larissa desmaiou nesta sexta-feira durante o velório da menina e teve que ser ajudada por familiares.
Um dia depois da tragédia, uma escola de Bangu viveu momentos de pânico quando foi invadida por dois criminosos que fugiam da Polícia que acabaram detidos.

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